quarta-feira, 20 de abril de 2011

MARACA MUTILADO










Hoje pela manhã, no programa Pontapé Inicial, na ESPN Brasil, o jornalista José Trajano chamou a atenção do telespectador para o – segundo o próprio – memorável texto do colega Pedro Motta Gueiros, em O Globo. Corri à banca da esquina para constatar que realmente tratava-se de uma crítica oporturna à agressão contra este templo de nossa cidade.


As imagens chocantes que exibem parte da arquibancada do gigante demolida me remetem a pensar numa mutilação.



Este crime contra o Rio de Janeiro - travestido de modernidade - agride a alma carioca.


Faço votos de que a imprensa nacional, em especial a do Rio de Janeiro, dê um basta na passividade que há muito a acomete.



A baixo, seguem o texto na integra, com os comentários de Arnaldo Bloch. Mas antes disso, digo que por mais belo que fique após esta reforma, o Maracanã nunca mais será tão bom quanto foi um dia.


Através de O “butecólico” expresso meu repúdio à esta imposição da Fifa. O Maraca foi estuprado.

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'Calma que o Brasil é nosso!". A expressão, mais antiga que o Maracanã ou a euforia do Petróleo, não pode ser mais aplicada ao Estádio Mário Filho. Ok, ele continua a ser nosso do ponto de vista estatutário. Mas deixou de sê-lo no seu caráter, seu modo de ser e receber o torcedor. Desde as estapafúrdias reformas e, mais recentemente, sua demolição (sim, demolição), o Maracanã deixou de ser do Rio, do Brasil, e passou a ser da Fifa, dos patrocinadores, dos padrões exigidos por uma competição internacional. Nunca mais o torcedor sentirá o cheiro do cimento quente das arquibancadas. Jamais percorrerá, aos saltos, correndo em todos os sentidos, ao sabor da alegria ou do desespero, o arco de suas escadarias monumentais. Não se verá novamente o Vasco desfilar dando a volta completa no anel cantando "Vascão, Fogão, Torcida de Irmão". Agora que está tudo estabelecido, agora que o Iphan abençoou a "solução final" para o patrimônio (sua extinção), cabe ouvir, com distância, o jornalista Pedro Motta Gueiros no belo texto que segue, quando diz que teria sido melhor construir um estádio só para a Copa e fazer uma reforma efetiva, inteligente, no Maracanã, que o transformasse naquilo que ele era: o nosso palco, com maior segurança. O conjunto da obra talvez saísse mais barato... um estádio Fifa construído do zero consome R$650 milhões (o gigante Soccer City, por exemplo). As obras do Maracanã ultrapassarão o bilhão. Se contabilizarmos os prejuízos anteriores e a perda de identidade, terá sido o pior negócio da década. Independentemente do desejado sucesso da Copa. (Arnaldo Bloch)


O Maracanã não é mais nosso


Pedro Motta Gueiros


No slideshow de imagens chocantes que entram pelas janelas abertas do mundo, é difícil separar o real do virtual. Entre desastres naturais e dramas humanos, o Maracanã em escombros se confunde com mais uma tragédia. Recriar a realidade dentro do estádio é uma metáfora gasta e perigosa. De todas as brincadeiras do mundo, o futebol talvez seja apenas a mais séria. É nesse espaço do lúdico e da fantasia que se fortalecem a identidade e os laços de uma cultura.


Para quem guarda naquele quarteirão entre a Eurico Rabello e Radial Oeste boa parte das melhores memórias afetivas, encontrar o Maracanã como uma boca banguela à espera de um implante traz o desconforto de uma cadeira de dentista. Na estética elitizada da indústria do entretenimento, o sorriso construído para um mês de Copa do Mundo esconde a cara - às vezes desdentada, às vezes não, mas nossa! - do torcedor brasileiro.


Nada disso será levado em conta daqui a três anos e três meses, quando o dirigível de um dos patrocinadores enviar ao mundo imagens aéreas do estádio lotado para a decisão. No momento da glória e do êxtase, serão exaltados os acertos da empreitada, a beleza da nova arena e, quiçá, a presença da seleção brasileira em mais uma final (será?).


Mas hoje, as perdas ainda se impõem aos ganhos. Com a necessidade de refazer toda a cobertura, o orçamento bateu no teto. Além do gasto de R$1 bilhão na reforma de um estádio que já passara por duas grandes intervenções apenas neste século, há prejuízos concretos e subjetivos a serem contabilizados. Num momento em que o futebol do Rio tem os últimos dois campeões brasileiros e volta a exercer atração sobre grandes estrelas, a operação não se completa sem que o Rio tenha o seu grande (outrora grande) palco e sua caixa de ressonância.


Na simetria de seus anéis, o estádio funcionava como um dínamo gerador de energia limpa e de ondas sonoras, rítmicas e musicais, que ecoavam pelas suas arquibancadas junto com o sinal radiofônico de tempo e placar no Maraca. Seja pela questão financeira ou pela transformação do espaço público, não há mais retorno possível desta atmosfera. Para comportar camarotes, espaços vips e a nova face de megaeventos cada vez mais corporativos, as intervenções vão mexer na forma e no conteúdo simbólico e efetivo do estádio. É como se, do dia para noite, o carioca fosse privado de ir à praia no lugar que frequenta há anos e ao voltar, três anos depois, não encontrasse mais sua turma, e a areia fosse substituída por cimento.


A transformação começou na preparação para o Mundial de Clubes de 2000, sempre para atender às imposições da Fifa. No lugar do livre movimento das massas, que fazia o cordão de isolamento dos policiais se deslocar de acordo com a proporção entre as torcidas, chegou o momento de se estabelecer limites, divisórias e uma certa segregação, a começar pelo banimento definitivo da geral. A partir do ocorrido na Europa, em que a presença de torcedores em pé concorreu para a tragédia de Heysel, nos anos 80, o efeito dominó derrubou não só alambrados, mas a maior parte das outras formas de se ver futebol. No Maracanã, no entanto, a geral, sempre foi vítima e não responsável pela violência. As maiores violências registradas no setor mais popular do estádio vinham de cima, dentro dos copos arremessados das arquibancadas. Com espírito esportivo para se misturar aos rivais e não ver muito mais do que as canelas de seus ídolos, restava ao geraldino o faro para identificar se a bomba era de xixi ou cerveja. O resto era festa.


Mas resistir é possível. Julgar uma cultura pelos valores da outra é um atentado à singularidade e até à soberania de cada região. Na Alemanha, o respeito às convenções internacionais não exclui a manutenção das tradições locais. Para as competições sob organização da confederação europeia, o Westfallen Stadium, em Dortmund, tem 100% de sua audiência sentada em lugares marcados. Para os jogos da liga nacional, os assentos são removidos para a torcida vibrar à sua maneira, de pé, no embalo e da cerveja e da paixão alemã pelo futebol! Rio de Janeiro?


Mas no Brasil o caminho sem volta leva a um impasse e faz pensar se vale mesmo à pena trocar uma construção de 61 anos por um mês de futebol nos padrões de assepsia impostos pelos donos da festa e seus parceiros comerciais. Na finalíssima do campeonato de futebol americano quase a totalidade do estádio é bloqueada pelos patrocinadores que oferecem ingressos como forma de premiar seus funcinários. Na Copa do Mundo de 2014, as agências de viagem e empresas têm prioridade semelhante. Nestes termos, não seria melhor ter feito um estádio novo de acordo com interesses particulares para preservar o bem público com suas características genuínas?


Ponto de fusão da democracia social, o Maracanã não é chamado de templo apenas por força de expressão. A explosão do gol e da fraternidade no abraço ao torcedor desconhecido era versão esportiva de uma cerimônia religiosa. Não se mexe no teto da Capela Sistina. Se restaura, quando necessário. Estar no Maracanã tem, ou tinha, a dimensão do sagrado. Das primeiras experiências pelas mãos do pai ao gosto de nostalgia do mate espumante, a vida passa num outro slideshow, este de imagens sublimes.


Hoje, o que se vê é uma boca banguela. Junto com a queda das arquibancadas, implode também parte da alma carioca. Que o velho gigante, para sempre adormecido, descanse em paz. Depois de uma destruição, é uma defesa natural do homem tentar transformar o horror em alento. Além dos escombros e das ilusões perdidas, só nos resta a esperança de que a vida e o Maracanã possam ser melhores daqui para frente.


O Globo/AC

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Inté.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

MOACYR LUZ II

Queridos, sem muita conversa, mas com a satisfação de sempre, reabro este meu - instabilíssimo - blog, e não mais prometerei periodicidade por aqui. Indo ao que interessa, ontem informei em meu twitter que traria uma novidade e, de fato, trouxe.


Confiram a entrevista (uma segunda, pois aqui já havia postado o registro de outro encontro, este no Bracarense, e com a presença de Jaguar e Kadu Tomé) realizada, há quase cinco anos, em 19 de setembro de 2006 com - isso não é segredo pra ninguém - meu artista preferido, o mestre Moacyr Luz. O papo foi na casa de Dona Irene, mãe do - como ele mesmo se refere aos bons - craque.


Peço-lhes desculpas pela má qualidade que já já irão notar na imagem, mas foi a condição da época. Com tudo isso, consegui nota máxima neste que - melhor editado, é claro - foi parte de um trabalho para a faculdade.


Agradeço ao Moacyr Luz pelo carinho de sempre.


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Inté.

domingo, 6 de junho de 2010

MEU PAI E PELÉ, A FOTO II

Ao ler a postagem sobre a -já - famigerada fotografia de meu pai com Pelé (vejam aqui), Daniela Araujo (amiga e competente jornalista insulana) gritou:

- Isso rende um registro no Globo Ilha, ainda mais agora, às vésperas da Copa do Mundo.

E não é que rendeu mesmo?

No início da semana passada, a repórter Silvana Viana me ligou na tentativa de marcar um encontro com meu pai, o menino emburrado da foto ao lado esquerdo (nossa direita) do Rei. De pronto ele concordou em receber a equipe do jornalão, na última segunda-feira.

Rumo ao HEXA, Pai !

Inté.

terça-feira, 1 de junho de 2010

COPA NA ILHA: RUA SERRÃO

Vejam a baixo, que pedi aos seguidores insulanos do meu twitter que me enviassem fotos das ruas que estavam sendo decoradas para a Copa do Mundo que bate à nossa porta.


Nem sequer uma fotografia ainda foi enviada a mim, para que eu postasse aqui em nosso O “butecólico”. Fui às ruas para fazer umas fotos da única rua vestida em verde e amarelo que eu conheço, e comprovei o que já suspeitava: nenhuma rua, exceto as das imagens que seguem, foi enfeitada na Ilha, pelo menos, até agora e por onde andei - olha que não foi pouco.

Fiquem com as imagens da Rua Serrão, no Zumbi, a única rua da Ilha do Governador que vi decorada, até a data de hoje.


Quem conhecer outras, mandem as fotos para O “butecólico”, através de rodrigo.comunicacao@gmail.com , que serão postadas na mesma hora!

Inté.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

MEU PAI E PELÉ, A FOTO

Diariamente recebo mensagens eletrônicas de meu pai. Abro todas, leio e respondo - algumas. Entre elas, muitas são de cunho religioso (papai é muito religioso, um católico fervoroso), outras trazem noticiadas as descobertas da ciência, algumas são piadas ou fatos curiosos. Todas elas vêm intituladas, o que já me faz despertar - ou não - o interesse pelo que tem por ali, mas nunca deixo de abri-las, nunca.

Ontem à noite - estava prestes a desligar o computador e ir pra cama -, o correio eletrônico piscou, indicando nova mensagem de José Alberto de Nonno: 'UMA IMAGEM PARA VOCÊ' (título genérico, inerente ao esquecimento de nomear a mensagem). Rapidamente baixei o arquivo em anexo, dando de cara com a fotografia a baixo:

Meu pai (o emburrado menino no canto direito da foto), em junho de 1961 - aos treze anos - foi levado por minha avó à cidade de Santos, para visita à uma ala da família. Assim que chegaram foram convidados por uma prima de minha avó a conhecerem a Vila Belmiro, quando posou de cara feia - é verdade - ao lado do Rei Pelé.


Hoje pela manhã, passei a mão no telefone para saber o porquê do semblante contrariado. Intrigado, perguntei:

- Pai, que cara era aquela, você não gostava do Pelé?

Ele:

- Não é isso, eu sempre fui assim. Sabe que naquela época eu já andava de relógio, mas ninguém perguntava a hora, de tão emburrado que eu era? Sempre fui assim mesmo.

Portanto, Edson, relaxa. Não é nada contigo.

Inté.

PS: Tio Renato (do lado esquerdo na fotografia, e primo de meu pai) parece que morava por lá, em Santos. Os dois (meu pai e Tio Renato) se encontraram num churrasco organizado por parte da família, em Marechal Hermes, há coisa de três ou quatro anos, quando a fotografia foi citada como uma jóia.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

SEU PAULO II, A FOTO

No finalzinho da tarde da última sexta-feira, dia 16 de abril, estive no ‘Seu Paulo’ (o mais antigo e mais importante balcão da Ilha), para cumprir uma missão: deixar sob os cuidados de quem comanda aquilo tudo, um CD que havia prometido a um sujeito bom de papo - e de copo - que conheci em minha última visita ao estabelecimento (vejam aqui), o Luiz Claudio (ainda escreverei sobre o Luiz Claudio).

Ao chegar, me deparei com uma equipe D’O Globo. A repórter Patrícia de Paula conversava com aquele simpaticíssimo senhor, enquanto o fotógrafo Berg Silva mirava as prateleiras empoeiradas, repletas de teias de aranha.

Confesso não ter sido surpresa a presença deles por lá, pois já sabia que o butiquim mais velho da Ilha seria matéria no suplemento de bairro (o Globo Ilha, que sai aos domingos).

No ponto mais elevado da conversa - que já contagiava a todos no bar -, no auge dos provolones e algumas Brahmas - de doer os dentes, diga-se ...-, Berg Silva atendeu meu pedido, e me fotografou ao lado de Seu Paulo, o folclórico Seu Paulo.

Ontem à noite, Patrícia de Paula me enviou a fotografia, que – à moda antiga – já mandei revelar para pendurar na cortiça daquele templo, e aqui na parede de minha casa.

p.s: Fica aí meu profundo agradecimento à dupla.

Inté.

terça-feira, 20 de abril de 2010

MERICA



Há pouco eu dizia no twitter (vejam aqui) sobre um grupo de botafoguenses que muito antes do meio-dia perturbavam o juízo dos rubro-negros frequentadores do Bar do Beto.

Por lá, cito Merica (senhor de oitenta e cinco anos, que não aparenta a idade, mas tem isso mesmo) como mentor da sacanagem.

É uma pena, mas não tenho imagens do furdunço, não tenho registro da euforia. Porém, achei por aqui uma fotografia daquele que incita a fúria (han?!) da torcida alvinegra. Cuidado com ele!

Inté.

sábado, 17 de abril de 2010

SEU PAULO

Devo desculpas pelo sumiço começado no final do ano passado, mas tentarei me redimir trazendo uma jóia da Ilha do Governador, mais que isso, um amuleto. Não se conhece balcão mais antigo em terras insulanas, fato que pode explicar a fama das escadarias do bar do Seu Paulo. De acordo com ele, o Seu Paulo, o prédio onde é mantido o – sem dúvida alguma - mais importante botequins da Ilha foi construído há 150 anos, servindo como indispensável armazém, atendendo grande parte da população moradora desta – naquele tempo – área rural.

Voltarei para contar sobre as personalidades que por lá passaram, sobre o carteado, sobre o “A Casa do Açúcar”, filme que exibe cenas gravadas no bar, e que Marcelo Antony e Eduardo Moscovis estrearam no cinema (essa foi só para criar ansiedade). Falarei depois sobre um sujeito muito bacana que por lá conheci, o Luis Claudio, sobre a simpatia que é o Seu Paulo...

Mas hoje só trago fotos, alguns registros desta maravilhosa visita, na última terça-feira, onde puder ver o preparo da “Meiota”, a mistura de cachaça, gim, limão e mel, que há décadas é sucesso no estabelecimento. Custa R$2.50.
Segue a sequência do preparo.

Não é novidade para nenhum insulano, mas o templo-mor fica na esquina da Comendador Bastos, com a Magno Martins, na Freguesia. Fiquem com mais imagens do local.

Inté.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

É DA ILHA, MALUCO!

Depois da euforia pela conquista do hexacampeonato do Meu Mengão, tive a primeira decepção. Confesso-lhes que fiquei indignado com o fato de Pet perder o título de melhor jogador do campeonato para - o ótimo jogador, mas não melhor que o sérvio - Diego Souza (EX-FLAMENGO).

Todavia, outro troço me enche de orgulho. O ganhador deste prêmio, o Diego Souza (EX-FLAMENGO), é um insulano, isso ele é um dos nossos. O meia (EX-FLAMENGO) do Porco (autor de um dos gols mais bonitos que já vi na vida) é cria da Ilha do Governador, mais precisamente, das imediações do Morro do Boogie Woogie, nas Pitangueiras.

O ilustre insulano (EX-FLAMENGO) levou também o prêmio de melhor meia-direita do campeonato.


Isto enche sim a Ilha do Governador de orgulho, mas não pára por aí.

Tem mais um.

O ótimo jogador do Goiás, Julio Cesar (EX-FLAMENGO), foi premiado como melhor lateral-esquerdo do Brasileirão 2009. E é isso aí! O filho de Cesar (antigo centroavante do Vasco e do Palmeiras, entre outros clubes, vejam aqui), também é da Ilha, da Portuguesa, das imediações da Rua Eduardo Nadruz.

O “butecólicoparabeniza estes insulanos, e suas respectivas famílias.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

UMA VEZ FLAMENGO, SEIS VEZES FLAMENGO II

Na última quarta-feira, recebi a notícia de que Krisciane, minha prima - acreditem - ruiva, viria para o Rio.

Um momento para Krisciane. Kris, ao ser formar dentista (há coisa de quatro anos), partiu para a selva amazônica, a fim de cuidar da saúde dos índios, e assim o faz com grande esmero e dedicação impar.

Voltando ao assunto, ela não viria sozinha.

A ruiva, traria seu grande amor, cabra que ela se encantou ao morar nas imediações de Manaus. Juscelino (para ela, Celino, Lino ou apenas Jú) é um engenheiro civil, flamenguista fanático, e impulsionado pela segunda virtude, veio para cá dizendo que conheceria o Maracanã, mesmo que para isso tivesse que gastar uma nota preta.

Bom, na sexta à noite eles chegaram, mas estavam tão cansados que apagaram cedo, antes das dez da noite. Porém, conseguimos beber uma dúzia de Devassas, antes do merecido descanso. Eu e Minha Deise ainda ganhamos duas camisas com lindíssimas estampas, duas belas camisas de Manaus.

Na manhã de sábado eu meu irmão Diego (vascaíno) os levamos à Gávea (neste tempo pude escutar todos os sotaques possíveis, menos o carioca).

Juscelino permeou a FlaButique do mesmo jeito que eu pulava nas piscinas de bola, em minha infância, e por lá deixou uns quase mil Reais, mas levou camisa do Flamengo de tudo que foi tipo e época diferente. Pouco antes de deixarmos o clube, e depois de tirar fotografia de toda a sede, Celino - não me perguntem como - apareceu com dois ingressos. Este rubro-negro acabara de comprar, por seiscentos Reais, duas entradas para as cadeiras do Maraca, onde podemos chorar ao ver o Mengão levar o hexacampeonato.

Sou eternamente grato a este rubro-negro especial, a este sujeito que não mediu esforços para me proporcionar o registro de um dos melhores dias e minha vida.

Valeu, Celino !!!

Fiquem com algumas imagens, meus caros, que mostram da ida de metrô, até a hora de descer a rampa.

Inté.
P.S: sem muita demora, contarei a vocês sobre a entrada no Maraca, sobre a confusão para adentrar o estádio, o templo do império rubro-negro. Sequer houve a necessidade de inserir o ingresso na roleta. Tenho-o aqui e mostrarei em breve, intacto, virgem.