Mostrando postagens com marcador história da ilha do governador. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador história da ilha do governador. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

MAIS UMA NO BETO

E a vida continua agitada no nosso boteco de fé (o Bar do Roberto ou do Beto, se assim preferirem). Reparem a animação do diálogo entre Léo Narranja e Felipe Mariano, num dos melhores e mais aconchegantes balcões da Ilha. O papo era tão empolgante, que Narranja dá claros sinais de insatisfação, quando foi interrompido por mim, para pedir que fizesse uma pose para o O "butecólico". A baixo, as imagens da nata, do supra-sumo, do puro suco da noitada insulana.

Inté.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

VEREDA DO GALEÃO

Já afirmei (não mudei de idéia) que a Ilha do Governador ainda preserva algumas características bucólicas, talvez rurais - não sei até quando, mas que ainda guarda, guarda! Bom, se não fossem alguns fatores relacionados à desordem urbana, a escassez no transporte de massa, ou ainda o elevado – com redução do IPI e tudo – preço dos automóveis, eu diria sem medo de errar que, outro dia, um insulano estava tentado resgatar a memória dos tempos de outrora vividos em nossa querida Ilha, trazendo à tona uma cena inusitada. Poderia provar isso com a fotografia feita por mim, quando saía da Clínica Veterinária Amivet, do Veterinário (isso mesmo, com “V” maiúsculo) Alexandre Correia, onde trato meus cães. Notem que o cavaleiro (ou cavalheiro, como queiram) cavalga sem grandes preocupações pela – nada mais, nada menos - Estrada do Galeão, às cinco da tarde. Percebam também a cordialidade de nosso “El Cid”, livrando a faixa de pedestres, a deixando somente para quem não anda montado. Tal gentileza também pode ser vista como um genuíno mergulho ao passado.



Inté.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

SEU DOMÊNICO, O GUARDIÃO DA HISTÓRIA DA ILHA DO GOVERNADOR

É com enorme prazer que conto a vocês minhas muitas emoções destes últimos dias. Sim, afirmo isto com toda convicção do mundo, pois conheci três seres de incomensurável grandeza. No último domingo, 31 de agosto, fui à casa de um mestre do samba: Casquinha da Portela. Abrindo o mês com chave de ouro, na segunda-feira, primeiro de setembro, conheci nada mais, nada menos que Wilson das Neves, morador da Ilha, há quase 40 anos. Depois, para o site Guia Insulano – portal de notícias e serviços onde escrevo junto com Pablo Lima –, entrevistei o guardião do maior acervo histórico da Ilha do Governador, Seu Domênico Aversa, que me abriu as portas da sala onde está situado todo este tesouro.

Otto Enrique Trepte, o Casquinha, de 86 anos e Domênico Aversa, de 85 são dois lindíssimos senhores, que se equiparam também no cavalheirismo, no tato interpessoal. Eles têm praticamente a mesma idade, mas darei início à seqüência de entrevistas, com Seu Domênico por pura conveniência e comodidade, levando em consideração que este registro já foi feito para o citado site. Na parte do Guardião, registra-se também o aniversário de dez anos da sala que administra com maestria.


__________________________________________________________


Década de trabalho resgata quase 450 anos de história
Senhor de 85 anos que mantêm viva a história Ilha é voluntário há dez anos

No dia nove de setembro, de 1999, foi inaugurado na sala de mostra da Biblioteca Pública Municipal Euclides da Cunha, (Biblioteca do Cocotá) o Centro de Referência Histórica da Ilha do Governador. No local, é possível viajarmos no tempo, admirando milhares de fotografias da Ilha Antiga, na época em que nosso bairro ainda era recém loteado. Podemos também, ao olharmos os registros, imaginarmos uma viagem de bonde do Cacuia ao Bananal, num bairro ainda com características rurais, em meados do século passado. No Centro de Referência, também podem se vistos os primeiros mapas da Baía de Guanabara, e os objetos fabricados por aqui, nas antigas olarias insulanas. Nestes dez anos, um importantíssimo acervo foi criado, sob os cuidados de um voluntarioso e educadíssimo senhor.

Tudo isso e muito mais compõem os registros catalogados de Seu Domênico, o homem que garante a existência desta jóia no coração da Ilha. “Ninguém ama o que não conhece”, afirma o ítalo-descendente, que se tornou um insulano de coração, em 1962, quando veio para cá, transferido para uma agência do extinto banco em que trabalhava; isto no Cocotá. No auge dos seus 85 anos, Domênico Aversa cuida do mais completo acervo histórico da Ilha do Governador, chamando a atenção dos visitantes, para a rica história do bairro.

Nosso guardião ama tanto a Ilha que, por muito pouco, não se lembrou de onde nasceu, quando perguntado pelo Guia Insulano, de onde vinha este simpático senhor. Aversa é do Bairro da Saúde, na zona portuária do Rio, mas, de acordo com ele mesmo, é um apaixonado pelas terras insulanas. “Além das belezas naturais, do clima bucólico, tem o povo. O Povo da Ilha é que me conquistou.”, revela Seu Domênico, que depois de firmar residência aqui, há 47 anos, nunca mais saiu. Domênico Aversa tem um sonho: a construção de um museu com as nossas relíquias e registros históricos, mas ele reclama de falta de apoio dos órgãos públicos e da iniciativa privada, dos empresários locais, que poderiam ajudar a bancar o projeto, que está todo pronto em seus arquivos. “É um sonho antigo e necessário (...), mas algum político ou algum investidor vai nos ajudar, tenho certeza”, acredita o senhor vascaíno morador do Cocotá.

Além dos moradores interessados, o Centro de Referências Históricas da Ilha do Governado recebe muitos historiadores, estudantes, empresários e investidores, de segunda a sexta-feira, das 15 às 17 horas. A entrada é inteiramente grátis. Nossa Ilha do Governador completará 442 anos, neste dia 5 de setembro.

A subprefeitura ainda não informou se haverá uma festa para comemorar o aniversário da criação do espaço.


Com muito orgulho, Seu Domenico mostra algumas das milhares fotos da Ilha do Governador, expostas no Centro de Referência, que ele mantém como voluntário

Ao lado da coleção com todas as edições da Ilha Notícias, Seu Domenico agradece a gentileza do grupo, em oferecê-lo os jornais


Recorte de jornal mostrado por Seu Domênico, informando sobre Quarentinha. O maior artilheiro da história do Botafogo era morador da Ilha.


Frase que Seu Domenico faz questão de deixar explicita logo na entrada do Centro de Referencias Históricas da Ilha do Governador


" NINHGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE. CONHEÇA A ILHA DO GOVERNADOR E SUA MARAVILHOSA HISTÓRIA, E AME-A."

Domênico Aversa

__________________________________________________________

Deixo vocês com partes deste maravilhoso diálogo:




Inté.