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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

FERIADO DO COMÉRCIO (OU FALSAS JURAS)


O Roberto, isso mesmo, o Beto do Bar levou essa história de feriado do comércio mesmo a sério (acredito que ele tenha sido o único comerciante - pelo menos entre os donos de butecos - da Ilha do Governador a fazer isso) e resolveu não levantar as portas do seu - ou melhor, do nosso - estabelecimento. Morri de pena quando passei por lá antes da chuva e vi o primeiro time daquele balcão, tendo que se encostar na padaria ao lado, para garantirem as cervejas deste feriado (para isso é que o feriado serve). A maioria já está aposentada, mas eles comemoram, em solidariedade aos que folgam no dia de hoje.

Após esta puxada de tapete, ao pisar em casa, - acredito que pela décima ou décima primeira vez – resolvi assistir o filme O Mistério do Samba. Todas a vezes que ponho as mãos na caixinha deste dvd, Minha Deise já grita: não, outra vez não; e sai da sala resmungando. Por isso, tinha que fazer a exaustiva sessão (digo sessão, pois eu ligo nosso minúsculo home theater no volume máximo e fecho todas as cortinas para dar um clima de sala de cinema) se tornar mais atrativa. Depois de pensar em coisas de que ela gosta, me lembrei da pizza de mussarela, com a metade portuguesa, mas – já com os pratos, copos e talheres sobre a mesa - tentei estabelecer contato com todas as pizzarias que conheço na Ilha do Governador, e nenhuma delas me atendeu, nenhuma. Bom, assisti o filme com a mesma empolgação de quando o vi pela primeira vez, na pré-estreia Minha Deise – como em quase todas as sessões que promovo – dormiu como uma pedra no sofá da sala.

A vocês, deixo uma das músicas que mais gosto no filme, canção com autoria de Casquinha e Candeia, em alusão às falsas juras que Suríca haveria feito a Casquinha da Portela, quando namoravam, isso há muito tempo.

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Falsas Juras

Casquinha & Candeia, em 1954


Eu já lhe disse

Que não quero mais o seu amor porque

As falsa juras nos seus beijos

Me fizeram padecer

Não adianta aos meus pés se ajoelhar

Pode chorar, pode chorar




Vai eu não lhe quero mais

Já cansei-me dos seus beijos

Deixa-me viver em paz

Você jurou, jurou mas não cumpriu

E como judas um dia me traiu

Só falsidade existiu

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Inté.

sábado, 17 de outubro de 2009

LENTES DE O "butecólico": RAFAEL BARROS II

O excesso de confiança me levou a fracassar. No meu último acossamento ao meu amigo Rafael Barros - dava sequência ao que viram aqui (e ainda verão muito mais) -, onde procuro capturar imagens deste ébrio para postagens aqui, em O “butecólico”, fui negligente. Mesmo sabendo que poderia utilizar recursos da minha máquina fotográfica para aproximar o objeto (Rafael Barros, no Bar do Beto), resolvi chegar mais perto. Esta ousadia descabida me revelou a ele. Logo após dar o primeiro disparo (acompanhado do flash, outro sinal claro do amadorismo que acompanha-me em certos atos), fui descoberto por ele, que logo sorriu para as lentes de O “butecólico”.

Garanto a vocês, que - em absolutamente nada - o ocorrido abala o objetivo desta tarefa. Trazer a vocês fotografias deste entusiasta cervejeiro, que tanto valoriza nossas maravilhosas tabernas da Ilha do Governador.

Inté.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

MAIS UMA NO BETO

E a vida continua agitada no nosso boteco de fé (o Bar do Roberto ou do Beto, se assim preferirem). Reparem a animação do diálogo entre Léo Narranja e Felipe Mariano, num dos melhores e mais aconchegantes balcões da Ilha. O papo era tão empolgante, que Narranja dá claros sinais de insatisfação, quando foi interrompido por mim, para pedir que fizesse uma pose para o O "butecólico". A baixo, as imagens da nata, do supra-sumo, do puro suco da noitada insulana.

Inté.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

FECHANDO O ROBERTO

(OU BATUQUE FEITICEIRO)
Percebam a “multidão” - acredita bôbo! – que assistia ao jogo do Vasco contra o importantíssimo timo do ABC, o São Caetano, no nosso Bar do Roberto – sem a menor necessidade, Léo colocou por lá um televisor de plasma de última geração, mas quando os jogos são do Flamengo, os assisto no velho aparelho de vinte polegadas, estrategicamente posicionado em cima da geladeira, meio de lado pro balcão. O placar esmirrado (1x0) não foi suficiente para mantê-los (os vascaínos) por lá durante muito tempo. Após a fundamental vitória, eles esvaziaram o balcão, as mesas e cadeiras, numa velocidade parecida com a de quem corre de uma ameaça de bomba.

Eu e C.A não! Nós permanecemos lá até fechar, e os últimos cascos, guardamos, através de um buraco na tela da porta, que já estava desenrolada e presa ao chão. Prova disso – de estávamos nos sentido realmente à vontade, após a saída dos vascaínos – é a homenagem que C.A, felizmente, persiste em prestar ao Mestre Candeia. É bem verdade, que meu amigo fere a letra da música em muitos momentos, mas isso nunca poderá tirar a atenção da intenção do ato (nobre, muito nobre, nobríssimo...). Com a sinceridade de um ombudsman – pois nada dito aqui corrobora inverdades, deixo a letra completa de Batuque Feiticeiro, para que possam comparar.

Tenho toda certeza que Daniel C.A se sentiu confortável em prestar tal homenagem, após morder um dos famosos nacos de provolone (aqueles que parecem feitos somente para o Bar do Beto), junto às azeitonas, é claro.

Assim se deu a noite insulana, após a – agora, menos importante – vitória do Vasco. Por fim, vejam a cara linda do meu Rigoletto (o cão mais rubro-negro que conheço). Não se esqueçam de perceber a multidão, não esqueçam!


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SEGUE A HOMENAGEM:
Batuque Feiticeiro (Candeia)
Rodou na saia, pisou na areia
Com seus olhinhos de azabixa a morena me enfeitiçou
A batucada continuou, de madrugada galo cantou
E o sol brilhou e a morena em meus braços então descansou
O que será este batuque feiticeiro?
Este e o samba com viola e com pandeiro
Quando ele chega a gente fica, gente pobre gente rica
Todos cantam, todos sambam sem parar
Se papai do céu quisesse
Ai que bom se eu pudesse
Viveria noite e dia a sambar
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Inté.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

BIGUINHO, PRI E NHOQUINHA


Gustavo Correia está no Rio. Um dos meus grandes e mais sagazes amigos veio nos visitar. Biguinho mora fora do rio, com sua esposa Priscila, há quase quatro anos, quando foi transferido para Macaé, onde trabalha até a presente data, mas mora em Rio das Ostras.

É claro que estas duas cidades já não são pequenas, há muitos e muitos anos, ainda mais agora, com a descoberta das novas reservas de petróleo na Bacia de Campos. Agora, que o cotidiano mais calmo parece ter inspirado o casal, ahh ... Isto inspirou. No início do ano passado recebi a notícia de que o amigo de momentos difíceis, de muitos conselhos e papos, seria pai – se a alegria de ser pai passar longe da que senti em saber de sua futura paternidade, já estaria realizado. Na época cheguei a brincar com a Deise: “vamos nos mudar?”

Anteontem, piscou em minha caixa de e-mails uma mensagem do Biguinho. Transcrevo-lhes uma parte: “(...) Amanhã estamos indo pra Ilha, à noite. Na quinta, vamos ao Rio-Centro, na feira do bebê e da gestante, comprar muitas coisas pra Nina. Na sexta, devemos ficar pela Ilha mesmo. (...)” (notem a empolgação do casal no que se refere à ida para o citado evento). Depois, ao telefone, viria saber pelo próprio, que a Priscila havia comprado mais de duzentos Reais somente em leite em pó, um leite enriquecido com nutrientes mil e com as suplementações necessárias a um atleta olímpico, para a Maria Carolina, a Nhoquinha – sem contar com os outros artigos mamãe-bebê.

Já havíamos deixado quase combinado que hoje faríamos uma comida qualquer aqui em casa, pois os dotes culinários da Priscila são de fazer inveja a qualquer mestre cozinheiro.

Agora à tarde, por volta das três da tarde, o eterno insulano me ligou. Vamos decidir ainda o roteiro. É bem provável que estacionaremos em alguma espelunca aconchegante, enquanto as duas estarão indo à loucura na Feirinha do Sub-Mundo (antigo ponto de encontro na Ilha, onde hoje em dia, acontecem feiras de artesanato).

Deixo aqui duas fotos do grande amigo. Uma quando ainda era um moleque, vestindo o Manto, já demonstrado, seu fortíssimo gosto; outra com sua jóia rara, a linda Nhoquinha.

Prometo contar aqui sobre o encontro, tintim por tintim ...
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Inté.

sábado, 15 de agosto de 2009

Bar do Roberto, o Boteco de Fé – Village – 14 de agosto de 2009.

Relatava aqui a minha busca por uma nova casa, um novo porto seguro. Estava sendo impulsionado à troca por uma freqüência modernosa, mas que graças a Deus, sumiu como fumaça. Por conveniência, proximidade, não abrindo mão da familiaridade, como sempre, me rendo aos em cantos do Bar do Roberto. Em cima do estabelecimento tem uma placa feia, onde se vê escrito Point do Village – odeio este nome, pois para todos nós, é e sempre será Bar do Roberto, agora mais tocado pelo educadíssimo Léo, contrariando de certa forma uma forte tendência que os donos de bar acompanham, onde grande parte opta pela comunicação breve e meio grosseira, mas com Léo é diferente, ele é um cavalheiro. Portanto, posso dizer que lá continua sendo meu Boteco de Fé. Sem a mínima dúvida, digo que é sim o melhor boteco da localidade (Portuguesa / Village).

Ontem não tinham os deliciosos pasteis miniatura de carne, na estufa, que normalmente são devorados aos montes, mas foram muito bem substituídos pelos provolones, em nacos grosseiros, que parecem ter vindo da fábrica só pra quem vai aquele balcão; e pela generosa porção de tremoços, vendida por dois Reais. Os dois atuaram como reservas de luxo, num time de craques.

Quando terminava a quarta Antarctica, e a segunda porção do acepipe, chega então a grata surpresa: Arthur. Depois de coisa de um ano, revejo este amigo, que foi ser pai recentemente, contava as aventuras de seu Timóteo à minha Deise.

Nas fotos, ainda se vê Felipe Mariano, sempre amparado por este apreciado balcão, o cavalheiro Léo e o Luizinho, além das s garrafas da lista de preços. Agora, a cartolina ostentada ao lado do caixa, onde se alerta para mais um benefício do estabelecimento, realmente chama a atenção.


















Inté!