





Já que a imagem não ficou lá grandes coisa, darei continuidade aos relatos sobre esta noite de sexta-feira, o dia que mais enche no Beto. Com isso, descrevo a vocês, que acompanham os relatos deste bar, uma triste constatação: há mais de uma semana, não se vê tremoços em nosso buteco de fé, e por este motivo, resolvi me valer de meu estoque (compro um pote com dois quilos e meio do acepipe no atacadista ASSAI, por R$ 8.00). Levei outro pote (este, menor, tipo esses tapeware’s) cheio até o tampo do tão apreciado leguminoso. Não satisfeito, Hugo resolveu fazer dali um rodízio de carnes, pedindo à Maria (esta aqui) todos os tipos de espetos que ela tinha pronto. Posso jurar que ele comeu mais duas bandejinhas dessas quem vocês irão ver, além de um copo de feijão, acreditem. Na hora de nos recolhermos - já que a noite era mesmo de surpresas -, meu irmão, Diego, aparece, após ter buscado sua Tânia no trabalho, isso já mais de meia-noite.
Inté.

Após esta puxada de tapete, ao pisar em casa, - acredito que pela décima ou décima primeira vez – resolvi assistir o filme O Mistério do Samba. Todas a vezes que ponho as mãos na caixinha deste dvd, Minha Deise já grita: não, outra vez não; e sai da sala resmungando. Por isso, tinha que fazer a exaustiva sessão (digo sessão, pois eu ligo nosso minúsculo home theater no volume máximo e fecho todas as cortinas para dar um clima de sala de cinema) se tornar mais atrativa. Depois de pensar em coisas de que ela gosta, me lembrei da pizza de mussarela, com a metade portuguesa, mas – já com os pratos, copos e talheres sobre a mesa - tentei estabelecer contato com todas as pizzarias que conheço na Ilha do Governador, e nenhuma delas me atendeu, nenhuma. Bom, assisti o filme com a mesma empolgação de quando o vi pela primeira vez, na pré-estreia Minha Deise – como em quase todas as sessões que promovo – dormiu como uma pedra no sofá da sala.
A vocês, deixo uma das músicas que mais gosto no filme, canção com autoria de Casquinha e Candeia, em alusão às falsas juras que Suríca haveria feito a Casquinha da Portela, quando namoravam, isso há muito tempo.
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Falsas Juras
Casquinha & Candeia, em 1954
Eu já lhe disse
Que não quero mais o seu amor porque
As falsa juras nos seus beijos
Me fizeram padecer
Não adianta aos meus pés se ajoelhar
Pode chorar, pode chorar
Vai eu não lhe quero mais
Já cansei-me dos seus beijos
Deixa-me viver em paz
Você jurou, jurou mas não cumpriu
E como judas um dia me traiu
Só falsidade existiu
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Inté.
Inté.