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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

PRI MOSTRA A QUE VEIO


Quando alertei
aqui sobre os tremendos dotes culinários de Priscila, a esposa de nosso querido Biguinho e mãe da doce Nhoquinha (Maria Carolina ou Nina), eu realmente não estava brincando. Desde o inicio eu já sabia que coisa boa estaria por vir, logo após o primeiro aviso sobre a vinda do casal para a Ilha- vocês também podem ver aqui -, só não sabia ao certo com que iguaria dos deuses nossa amiga moradora da bela Rio das Ostra nos presentearia.

Pois bem... Mesmo envolvida em uma verdadeira maratona, já que tinha que visitar uma infinidades de parentes – ainda acabara de vir da feira para bebês e gestantes, tendo gasto mais de duzentos Reais em um leite potentíssimo para Nhoquinha (vejam
aqui) – ela conseguiu. Pri fez um belíssimo caldo - mais para um creme - com ingredientes nobres da nossa baixa gastronomia. Tinham lá, costelinha de porco, paio, e toucinho; além de inhame, ervilha e cenoura. A panela esvaziou rapidamente, comprovando o paladar maravilhoso do tira-gosto tão nutritivo.

Cheguei por lá bebendo coca-cola (em protesto ao meu caríssimo Biguinho, que comprou Itaipava), mas ao provar o negócio, ainda despejando azeite à vera, mergulhei nas latinhas super geladas. Peço a vocês, encarecidamente, que atentem para as torradas com margarina (não sei se com manteiga ficaria tão bom) e orégano, estas – segundo o próprio feitas por ele, o homem mais inteligente de Rio das Ostras.

Priscila diz que varia muito nos ingredientes, mas prometo trazer até o nosso “butecólico” a maravilhosa receita. Minha Deise já está me obrigando a fazer o tal caldo, sem muita demora.



Inté.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

BIGUINHO, PRI E NHOQUINHA


Gustavo Correia está no Rio. Um dos meus grandes e mais sagazes amigos veio nos visitar. Biguinho mora fora do rio, com sua esposa Priscila, há quase quatro anos, quando foi transferido para Macaé, onde trabalha até a presente data, mas mora em Rio das Ostras.

É claro que estas duas cidades já não são pequenas, há muitos e muitos anos, ainda mais agora, com a descoberta das novas reservas de petróleo na Bacia de Campos. Agora, que o cotidiano mais calmo parece ter inspirado o casal, ahh ... Isto inspirou. No início do ano passado recebi a notícia de que o amigo de momentos difíceis, de muitos conselhos e papos, seria pai – se a alegria de ser pai passar longe da que senti em saber de sua futura paternidade, já estaria realizado. Na época cheguei a brincar com a Deise: “vamos nos mudar?”

Anteontem, piscou em minha caixa de e-mails uma mensagem do Biguinho. Transcrevo-lhes uma parte: “(...) Amanhã estamos indo pra Ilha, à noite. Na quinta, vamos ao Rio-Centro, na feira do bebê e da gestante, comprar muitas coisas pra Nina. Na sexta, devemos ficar pela Ilha mesmo. (...)” (notem a empolgação do casal no que se refere à ida para o citado evento). Depois, ao telefone, viria saber pelo próprio, que a Priscila havia comprado mais de duzentos Reais somente em leite em pó, um leite enriquecido com nutrientes mil e com as suplementações necessárias a um atleta olímpico, para a Maria Carolina, a Nhoquinha – sem contar com os outros artigos mamãe-bebê.

Já havíamos deixado quase combinado que hoje faríamos uma comida qualquer aqui em casa, pois os dotes culinários da Priscila são de fazer inveja a qualquer mestre cozinheiro.

Agora à tarde, por volta das três da tarde, o eterno insulano me ligou. Vamos decidir ainda o roteiro. É bem provável que estacionaremos em alguma espelunca aconchegante, enquanto as duas estarão indo à loucura na Feirinha do Sub-Mundo (antigo ponto de encontro na Ilha, onde hoje em dia, acontecem feiras de artesanato).

Deixo aqui duas fotos do grande amigo. Uma quando ainda era um moleque, vestindo o Manto, já demonstrado, seu fortíssimo gosto; outra com sua jóia rara, a linda Nhoquinha.

Prometo contar aqui sobre o encontro, tintim por tintim ...
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Inté.

sábado, 15 de agosto de 2009

Bar do Roberto, o Boteco de Fé – Village – 14 de agosto de 2009.

Relatava aqui a minha busca por uma nova casa, um novo porto seguro. Estava sendo impulsionado à troca por uma freqüência modernosa, mas que graças a Deus, sumiu como fumaça. Por conveniência, proximidade, não abrindo mão da familiaridade, como sempre, me rendo aos em cantos do Bar do Roberto. Em cima do estabelecimento tem uma placa feia, onde se vê escrito Point do Village – odeio este nome, pois para todos nós, é e sempre será Bar do Roberto, agora mais tocado pelo educadíssimo Léo, contrariando de certa forma uma forte tendência que os donos de bar acompanham, onde grande parte opta pela comunicação breve e meio grosseira, mas com Léo é diferente, ele é um cavalheiro. Portanto, posso dizer que lá continua sendo meu Boteco de Fé. Sem a mínima dúvida, digo que é sim o melhor boteco da localidade (Portuguesa / Village).

Ontem não tinham os deliciosos pasteis miniatura de carne, na estufa, que normalmente são devorados aos montes, mas foram muito bem substituídos pelos provolones, em nacos grosseiros, que parecem ter vindo da fábrica só pra quem vai aquele balcão; e pela generosa porção de tremoços, vendida por dois Reais. Os dois atuaram como reservas de luxo, num time de craques.

Quando terminava a quarta Antarctica, e a segunda porção do acepipe, chega então a grata surpresa: Arthur. Depois de coisa de um ano, revejo este amigo, que foi ser pai recentemente, contava as aventuras de seu Timóteo à minha Deise.

Nas fotos, ainda se vê Felipe Mariano, sempre amparado por este apreciado balcão, o cavalheiro Léo e o Luizinho, além das s garrafas da lista de preços. Agora, a cartolina ostentada ao lado do caixa, onde se alerta para mais um benefício do estabelecimento, realmente chama a atenção.


















Inté!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

PontáPé! - Rua Maldonado, 361 - Ribeira - Ilha - 25 de julho de 2009

Novamente tento retornar, retomar à escrita aqui neste espaço demasiadamente democrático – digo isto, pois a demanda mínima de comentários não me empurra à necessidade de aprovação prévia para publicação dos comentários, além de outra razão que saberão já já . Seria justo dizer que me torno, cada vez mais, um relapso, um displicente, aos assuntos ligados a este blog, mas agora, com tudo em ordem, posso voltar torcendo para não parar mais, é verdade.
Durante o período em que me recuperava como é de costume também em outras ocasiões, pensei muito em nossos botequins, com total parcialidade, tombada para os insulanos, é claro. Invejei de maneira descarada os que, merecidamente, se faziam presentes nessas essenciais espeluncas.
Imaginava o gosto do jiló, e da moela do Escondidinho, em meio ao frenético trânsito de pessoas na calçada da Estrada do Galeão – Deus sabe lá o que será feito deste refúgio após uma indesejada e temida reforma que promovem por lá -; do provolone e do pastel miniatura de carne moída no Roberto, do Village; do mocotó de Dona Esperança, no Primeirão, de uma empada de camarão inesquecível, no Bar da Fátima, em Tubiacanga. Só eu sei!
Bom, além de depender disso para carregar meu bom humor, sempre tentei retratar estes estabelecimentos, nem sempre com sucesso, eu sei. Por isso, pegando carona na máxima de que uma imagem vale mais do que não sei quantas palavras, resolvi dar ênfase às fotografias tiradas em bares da Ilha - sempre que se fizer necessário, colocaremos também registros de casas de outras localidades, mas os da nossa Ilha do Amor terão preferência.
A idéia de publicar registros dos legítimos “butecos” e seus anônimos freqüentadores está bem longe de ser uma exclusividade minha - vide o grande e famoso blog BUTECO DO EDU. Reconheço até que esteja engatinhando por essa selva etílica literal, - ando mal muito mais na literal, é claro - mas acredito ser importante exaltarmos o “Pé-Sujo” da Ilha do Governador.
Após este ato semelhante ao de um líder ditatorial, vou morder e assoprar. Todos os seguidores deste blog, e quem mais quiser, poderão me enviar as fotos tiradas pelos mesmos, para serem postadas aqui. Vocês devem saber que fotos em estabelecimentos de mega-investidores, que ganham dinheiro às custas dos moderninhos, como são os quiosques da Praia da Bica, um tal de Varanda’s Gourmet – eca! -, Siri Gaita e coisas do gênero, não serão bem-vindas, nunca serão publicadas.
Podemos postar, em raríssimas e especialíssimas condições, alguma coisa em casas tradicionais, de respeito - destas não me interessa saber se é de mega-investidor ou não, pois a qualidade é fora do comum - como o Rei do Bacalhau e a Capitania dos Copos.
Por aqui, não passarão por perto as torres de chope e as babaquices parecidas.
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Agora um fato no mínimo perturbador para quem quase ama um estabelecimento, mas seguido de uma grata surpresa, me faz postar as fotografias que verão a baixo, dando início à saga.No sábado, dia 25 de julho, quando reuni amigos para comemorarmos meu aniversário, fomos rejeitados em dois bares - por um deles eu tinha imenso carinho.
Por volta das onze da manhã, eu e Jonnata Lima, fomos ao Planeta da Ribeira, que no momento, tinham, com toda certeza deste mundo, no máximo umas oito pessoas, contando com o pessoal de trás do balcão.
Eu e Jonnata já tínhamos separado as mesas, quando me lembrei de falar com o garçom que sempre nos atende, o Maurício. Ele rapidamente, com a presteza que nos servia, me colocou pra falar com um senhor de barba branca, aparentando seus quase sessenta anos, atrás do caixa. Eu não o conhecia. Efusivo, o cumprimentei, tentando mostrar minha familiaridade com o ambiente:
- Bom dia, amigo! Hoje é meu aniversário – na verdade já tinha sido no dia vinte e um, mas eu precisava rechear o pedido de motivos – e queríamos comemorar aqui, pois sou freqüentador antigo e gosto muito daqui. O Joaquim (dono do bar) está aí?!

Parecendo desconfiado, deixando claro em sua feição que nunca havia me visto por ali, mesmo eu freqüentando o local há quase dez anos, desde sua primeira reforma, ele respondeu desconfiado:
- Hunn ...Vamos ver se tem mesa.
Meio desapontado, pois as mesas e cadeiras vazias sobravam mais que bala perdida naquele salão, respondi:
- Está bom, mas nós queremos fazer uma roda de samba também. Já fiz de outra vez e estou sempre aqui. Nada de mais: um cavaquinho, um pandeirinho, mais um violão...
O homem fez uma cara emburrada dizendo que ali não se fazia mais isso.Caímos fora mais decepcionado ainda, pois estabelecimento que outrora nos recebeu centenas de vezes, que em 2007, em outro aniversário, fomos tratados como reis pelo grande Maurício - garçom de marca maior, diga-se de passagem - tinha acabados de nos rejeitar. Pois é, desta tinha sido diferente.
Saímos de lá e fomos ao vizinho Galeto. A mesma coisa: samba aqui não! Pensamos juntos: Ponta Pé!
O famigerado forte gênio da Rose me fez tremer, mas fomos lá:
- Opa, Rose! Hoje é meu aniversário e queremos fazer um samba aqui para comemorar.
Para surpresa de todos, ela nos abriu um sorriso perguntando a razão de não termos falado nada com ela antes, já que tínhamos conversado dez minutos antes, quando estávamos saindo do carro, com pandeiro, violão etc.
A jovem senhora, com a dinâmica de uma autêntica lusitana, misturado à uma docilidade das tias da Portela, acabara de nos receber de maneira maternal, colocando as cadeiras na calçada - lá sim estava lotado - e esticando o toldo sobre nós, já que ameaçava chover.
Inácio e Irineu, outros garçons de qualidade, nos amparou por todo dia, com o auxílio do menino, mas muito talentoso Daniel. Em determinados momentos, Rose nos cumprimentava empolgada, cantando os sambas de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito ditados por nós. Vê-la cantando Minha Festa foi realmente gratificante.
Mas e os botecos simples, sem fama, os bêbados anônimos? Calma! Antes que digam que estou começando mal ou que não tenho critérios, digo também que se trata um dia especial merecedor deste registro.
O Ponta Pé, de fato, é um bar com preços mais altos, com cervejas variadas e alguma pompa, mas consegue se torna simples, aconchegante e acolhedor com o trato que recebemos, sem mencionar a qualidade dos acepipes, que dispensa qualquer tipo de comentário.
Portanto, este importantíssimo estabelecimento, no número 361, da bucólica Rua Maldonado, será sempre tratado com todo respeito que merece aqui no Butecólico.
Dou os parabéns à Rose e toda sua equipe.




Meu grande irmão com um brinde à altura.

Vocês não têm idéia do que é ser recebido na Ribeira por ,nada mais, nada menos que Seu Salvador. Sua beleza é fora do comum.

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Inté, meus caros!