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terça-feira, 1 de junho de 2010

COPA NA ILHA: RUA SERRÃO

Vejam a baixo, que pedi aos seguidores insulanos do meu twitter que me enviassem fotos das ruas que estavam sendo decoradas para a Copa do Mundo que bate à nossa porta.


Nem sequer uma fotografia ainda foi enviada a mim, para que eu postasse aqui em nosso O “butecólico”. Fui às ruas para fazer umas fotos da única rua vestida em verde e amarelo que eu conheço, e comprovei o que já suspeitava: nenhuma rua, exceto as das imagens que seguem, foi enfeitada na Ilha, pelo menos, até agora e por onde andei - olha que não foi pouco.

Fiquem com as imagens da Rua Serrão, no Zumbi, a única rua da Ilha do Governador que vi decorada, até a data de hoje.


Quem conhecer outras, mandem as fotos para O “butecólico”, através de rodrigo.comunicacao@gmail.com , que serão postadas na mesma hora!

Inté.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Canções de O “butecólico”: A EPOPÉIA DE ZUMBI



Neste Vinte de Novembro - homenageando Zumbi dos Palmares - inicio a série Canções de O “butecólico”. Esta série será composta pelas músicas das pilhas de CD's de samba que tenho (uns cem / cento e dez), que estão sobre e sob à minha mesa. Não há , de fato, um critério, mas desejo compartilhar isso com vocês.

Abrindo com chave de ouro, trago hoje um maravilhoso samba do grande Nei Lopes. A Obra é a primeira faixa do álbum Negro Mesmo, que Nei lançou em 1982, quando pouco se falava em consciência negra, muito menos em feriado. Este é um humilde tributo ao herói.

Fique com a letra e escutem a música no clip (lá em baixo).
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"A epopéia de Zumbi
(Nei Lopes)

E de repente
Era um, eram dez, eram milhares
Sob as asas azuis da liberdade
Nascia o Estado de Palmares
Mas não tardou
E a opressão tentou calar, não consegui
O brado da vida contra a morte
No primeiro estado livre do Brasil

Forjando o ferro de Ogum
Plantando cana e amendoim
Dançando seus batucajés
Pilando milho e aipim
Fazendo lindos samburás
Amando e vivendo, em fim
Durante cem anos ou mais
Palmares viveu assim

E a luta prosseguia
Contra a ignorância e ambição
Até que surgiu Zumbi,
Nosso Deus, nosso herói, nosso irmão
Ciente de que nenhum negro ia ser rei
Em quanto houvesse uma senzala
Ao invés de receber a liberdade
Zumbi preferiu conquistá-la
E, depois de mais três anos de guerra
O punhal da traição varou Zumbi
Foi a vinte de novembro, data pra lembrar e refletir
E quase trezentos anos depois
Um brado forte e varonil
Ainda vem de Pernambuco e Alagoas
E se espalha pelos céus deste Brasil:

Folga, negro de Angola,
Que ele não vem cá
Se ele vier, qulilombola
Pau há de levar (x2)"




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Obrigado, Zumbi!
Inté.